sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O pudim Abade de Priscos


HISTÓRIA
O Arcebispo D. Manuel Baptista da Cunha, que governou a Diocese de Braga desde 1889 a 1913, era grande amigo do seu Abade de Priscos e a cada passo o visitava, nos seus passeios de carruagem pelos arredores da cidade. Encontrava-se este Prelado nas Termas de Vizela, em tratamento, quando, certo dia, expediu a Mgr. Manuel Pereira Júnior, secretario da Câmara Eclesiástica, o seguinte telegrama:

- Amanhã, uma hora da tarde, almoço onze pessoas distinção. Mgr. Manuel Pereira Júnior mudou de cor. Corre a estação, mete-se no primeiro comboio e cai em Priscos como uma bomba, a pedir ao Abade que lhe valesse. O Abade nem lhe respondeu. Pôs o chapéu na cabeça, pegou na inseparável maleta dos segredos, enfiou-lhe o braço e abalaram os dois para a estação de Tadim. Chegados a Braga, já dentro do Paço Arquiepiscopal, o Abade, depois de algumas perguntas e de passar revista á despensa disse apenas: - O cozinheiro da casa e um ajudante ás ordens dele. Uma pedra mármore para manipulação de massas. Duas garrafas de bom vinho branco e um grande boião de manteiga dentro do poço, para gelar. O resto é comigo. E saiu a fazer algumas compras. No dia seguinte, à hora marcada, o Prelado e os convidados sentavam-se à mesa. Eram todos altas personalidades políticas, contando-se entre elas o Conselheiro José Maria de Alpoim. O almoço estava esplêndido. Mgr. Pereira Júnior encontrava-se na cozinha para manter o pessoal em respeito. Nisto, o Abade de Priscos fez a última prova de uma iguaria que devia seguir para a sala. De repente, dá uma patada no chão e passa valentíssima reprimenda ao cozinheiro do Paço. A preparação tinha esturrado... – Alto! - disse o Abade. E já com o melhor sorriso, enquanto tirava da maleta um frasquinho: - Realmente servir "bispo" ao próprio Bispo seria o cúmulo! - Aspergiu a preparação afectada, levou-a de novo ao lume por instantes, provou e mandou servir:
- Vão saborear, porque está óptimo! E estava. O defeito tinha desaparecido. Pena foi que levasse o segredo para a cova.
Mgr. Pereira Júnior, que ao tempo dirigia a Associação Escolar Feminina, composta de raparigas que se destinavam ao Magistério Primário, um dia, no Paço, pediu ao Abade de Priscos que lhe desse uma colecção de receitas escritas para desenvolvimento das filiadas. O Abade fitou-o com benevolência e disse:
– Da melhor vontade, creia, acederia aos seus desejos, mas obsta um impossível.
– Qual é?
– É o impossível de lhe dar com as receitas os dedos das minhas mãos e o meu paladar. A culinária é uma arte muito bela, mas depende inteiramente do artista que a pratica. Quer uma prova do que digo? Vai ver como tenho razão.
E entram na cozinha.
– Eu e o cozinheiro da casa vamos fazer um pudim, cada um o seu, precisamente com a mesma composição.
Era o seu famoso pudim de toucinho, receita aparentemente simples, mas a que ninguém sabia dar as voltas como ele. É assim:
Deita-se num tacho de latão ou de cobre meio litro de água e logo que esta ferva, quinhentas gramas de açúcar pilé, casca de limão, canela em pau e cinquenta gramas de gordo de bom presunto de Chaves ou de Melgaço. Separam-se das claras quinze gemas de ovos e batem-se estas muito bem. Junta-se-lhe um cálice de vinho do Porto e bate-se tudo novamente. Quando estiver em meio ponto, passa-se a calda por um coador de rede muito fina e misturam-se-lhe as gemas de ovos. Barra-se uma forma interiormente e com a maior minúcia, de açúcar queimado. Deita-se a preparação na forma, tapa-se cuidadosamente e põe-se a cozer em banho-maria. Passados trinta minutos está pronto o pudim.
Assim fizeram os dois cozinheiros. Depois desenformaram-se os pudins. Mgr. Pereira Júnior provou na devida altura um e outro. Eram duas coisas totalmente diferentes. Os dedos e o paladar do Abade de Priscos tinham triunfado.
No dia 3 de Outubro de 1887, El-Rei D. Luís I, no norte do País com a Família Real, foi de visita à Póvoa de Varzim. As autoridades locais convidaram o Abade de Priscos para dirigir a cozinha e Preparar o régio banquete. Desempenhou-se o Abade da tarefa com tão alto nível que o monarca mandou chamá-lo à sua presença, para o conhecer pessoalmente. D. Luís, notoriamente tido como prático de cozinha, quis saber qual era a composição de certo prato servido, complicado e de sabor delicioso.
O Abade sorridente, informou: – Era palha, Real Senhor!
– Palha!? – disse o Rei espantado . – Então dá palha ao seu Rei!?
O Abade baixou a cabeça a fingir-se de envergonhado e, com sorriso manhoso, esclareceu: – Real Senhor! Todos comem palha, a questão é sabê-la dar…

INGREDIENTES

  • 15 gemas
  • 650g de açúcar
  • 50g de toucinho gordo
  • 1 Cálice de Vinho do Porto1Casca de limão
  • 1 Pau de canela
  • 1/2 L de água
Misture 500 gramas de açúcar e a água, na qual se introduziu o toucinho, a casca de limão e a canela.
Leve ao fogo e quando estiver no ponto, passe a calda por um passador de rede, vazando-a numa tigela larga onde já se deitaram as gemas e o vinho do porto, misturando ligeiramente.
Com o restante açúcar faça uma calda em ponto de caramelo. Unte uma forma com esta calda.
Leve ao fogo para cozinhar em banho-maria.

O Molho Bechamel

A origem e os seus factos são muito controversos. Dizem que o seu criador teria sido François-Pierre de la Varenne (1618-1678), cozinheiro do marquês d'Uxelles, que lhe deu o nome em homenagem a Louis de Béchameil (1603-1703), administrador na Corte de Luís XIV 1638-1715).
La Varenne regista o molho como Bechamel no seu livro Le Cuisinier François, de 1651.
Na época de Escoffier, o molho bechamel era um velouté de vitela, adicionando natas.
Trata-se de um dos molhos base da cozinha francesa e da cozinha internacional. É o molho base nos mais diversos pratos: em pastas, lasanhas, massa recheada, tartes, cremes, entre outros...
Os ingredientes base de um molho bechamel são: leite, roux (mistura em partes iguais de farinha de trigo e manteiga clarificada cozidos) e cebola pequena com 2 cravinhos espetados e uma folha de louro).
RECEITA
  • 1L de leite
  • 80g de farinha
  • 80g de manteiga
  • 1 cebola pequena
  • 2 cravinhos
  • 1 folha de louro
  • Sal, pimenta, noz moscada

Colocar a manteiga a derreter num souté e quando estiver totalmente derretida, juntar a farinha até fazer uma pasta (roux). 
Entretanto, colocar o leite num tacho com a cebola espetada com 2 cravinhos e tempere o leite com pimenta moída de moinho, um pouco de sal e noz moscada. Quando estiver a ferver, colocar o leite em lume brando, juntar o roux no leie e mexer, sem parar, com as varas até engrossar o leite e evitar ganhar grumos. Deixar cozer bem a farinha. No fim, rectificar os temperos, se necessário. Passar no passador de rede, para retirar a cebola, os cravinhos e a folha de louco e algum grumo que tenha criado. Conserve no frigorífico durante 3 dias.
Nota: pode fazer um bechamel aromatizado, utilizando água de cozedura do camarão, do peixe ou do bacalhau pelo leite e temperar a seu gosto, com um pouco de queijo ou mostarda, por exemplo...








Lombo de porco recheado com Castanhas

Ingredientes
1 lombo de porco limpo para rechear
200g de castanhas cozidas
1 Farinheira
1 Cenoura cortada em palitos finos
2 Colheres de sopa de mostarda
3 Dentes de alho esmagados
3 Colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 Copos de Vinho Branco
1 Cebola pequena cortada às meias-luas
1 Rama de alho francês às rodelas
Salsa picada
Azeite Q.b.

Confecção
Num recipiente, colocar o vinho branco, o azeite, a mostarda, o vinagre, os alhos, o sal e a pimenta e triturar com uma varinha mágica. Colocar esta marinada no lombo e deixar a tomar gosto de um dia para o outro, no frigorífico.
No dia seguinte, abrir o lombo de porco para rechear. Abrir a farinheira, e desfazer para cima da carne. Adicionar a cenoura e as castanhas e enrolar a carne. Atar o rolo com o fio de cozinha de modo a não se abrir. 
No pirex fazer uma cama de cebola às meias luas, alho francês às rodelas e salsa picada e coloque o rolo por cima. Regue-o com azeite e vinho branco q.b.
Levar ao forno a cozinhar lentamente a cerca de 150ºC, para não secar. Refrescar de vez em quando com um pouco de água.
Depois de assado, retirar o lombo do recipiente e tapar com prata para manter quente. Passar o suco da carne, que está no tabuleiro, pelo passador de rede e a este adicionar natas e um pouco de sopa de rabo de boi (ou demi-glace). Deixar cozer e acrescentar com um pouco de água, se necessário. Aromatizar com um pouco de mostarda dijon. Á hora de servir, laminar e regar com o molho. 
Acompanhar com  batatas assadas temperadas com azeite de alho, sal, pimenta e pimentão doce ou arroz branco.




quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Castanha

É oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a civilização há mais de 100 mil anos. Esta sempre foi um importante contributo calórico para o homem pré-histórico, que também alimentou animais.
A castanha era utilizada pelos gregos e romanos para conservar o mel nas ânforas. Os romanos utilizavam as castanhas nos seus banquetes e durante a Idade Média, as castanhas eram moídas e utilizadas na culinária, tornando-se mesmo um dos principais farináceos da Europa. Chegou a substituir o pão e a batata!
É uma semente que surge no interior do ouriço, o fruto do castanheiro.
A nível nutricional, a castanha é um hidrato de carbono com o dobro da quantidade de amido da batata. É rica em vitamina C e B6 e uma fonte de potássio.

Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-história.
Hoje em dia é um fruto muito versátil para a culinária, e é mais consumido no Outono, na época do Magusto. Comem-se castanhas assadas ou cozidas...

Salada Niçoise

Ingredientes
1 Lata de Atum
1 Ovo cozido aos gomos
2 Folhas de Alface
1/2 Cebola Roxa fina em meias luas
2 Batatas cozidas, cortadas em gomos
150g de feijão verde cozido
2 Tomates cortados aos gomos
4 Anchovas
Azeitonas q.b.
Receita de vinagrete:
4 Colheres de sopa de azeite
1 Colher de sopa de sumo de limão
1 Colher de mostarda
Oregãos, manjericão, sal e pimenta a gosto

Misture os ingredientes com uma vara.Deixe arrefecer todos os ingredientes. Disponha no fundo da marmita a alface em juliana. Coloque por cima o feijão verde, os gomos da batata e os gomos do tomate à volta. Coloque o atum, a cebola roxa, as anchovas enroladas e as azeitonas por cima. Tempere com vinagrete, azeite, vinagre, sumo de limão...Leve o tempero à parte e coloque à hora de comer!


Bolo de Oreo

Ingredientes
  • 5 Ovos
  • 2 Chávenas de açúcar
  • 2 Chávenas de farinha
  • 1 Iogurte natural
  • 1 medida (de iogurte) de óleo
  • 1 Colher de chá de fermento em pó
  • Bolachas Oreo inteiras
  • 2 Colheres de sopa de chocolate em pó

Separam-se as gemas das claras. Bate-se bem o açúcar com as gemas, junta-se o iogurte natural e o óleo sempre a bater, e por fim envolve-se a farinha misturada com o fermento. Bate-se as claras em castelo e envolve-se no preparado anterior. Coloca-se um pouco desta massa noutro recipiente e junta-se o chocolate em pó. 
Unta-se uma forma com manteiga e polvilha-se com farinha. Coloca-se o preparado branco na forma até menos de metade e um pouco do preparado de chocolate (para fazer bolo mármore). Colocam-se bolachas oreo inteiras por cima deste preparado e tapar com a restante massa branca e de chocolate.
vai ao forno a cozer durante 40 minutos a cerca de 150ºC. Desenforma-se a quente e decora-se com bolacha oreo ralada ou inteira.

Mousse de Leite Condensado

Ingredientes

  • 1 Lata de leite condensado cozido
  • 1 Pacote de natas frescas para bater
  • 3 ovos
  • 2 folhas de gelatina
  • Bolacha-maria ou amêndoa torrada laminada


Num recipiente, levantar as natas até ficarem em creme; reservar. Demolhar as folhas de gelatina em ágia fria e derreter em lume brando com um pouco de leite. À parte, separar as gemas das claras.Adicionar a gelatina derretida.  Bater bem as gemas com o leite condensado e juntar as natas até estarem envolvidas. Envolver as claras em castelo no preparado anterior. Colocar na taça e polvilhar com amêndoa torrada laminada ou bolacha-Maria triturada.